BOINAS VERDES
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Boina Verde
 

BOINA VERDE TEM  60 ANOS.

Mais do que um artigo de fardamento, a Boina Verde constitui, desde há 50 anos, o símbolo marcante de várias gerações de Militares Portugueses que, quer na paz quer na guerra, deram o melhor de si próprios para a honrar e à Pátria.

 

A BOINA MILITAR
Quando se procura saber qual a primeira unidade ou força militar a usar a boina, como peça de fardamento destinada a cobrir a cabeça, deparamo-nos com uma dificuldade imediata: o que é uma boina? A definição pode ser facilmente encontrada consultando um dicionário, mas já não é tão fácil enquadrar na definição determinadas "coberturas de cabeça" existentes por todo o mundo. Tendo em conta esta limitação diremos que as primeiras boinas militares foram adaptações, feitas por forças militares, de boinas usadas pelas populações de determinadas regiões.
Escoceses e bascos estão na origem das boinas militares; embora o "TAM-o'-SHANTER" (1},, para alguns autores, não seja considerada uma boina, já a "basca" não oferece dúvidas, sendo usualmente dito que os Caçadores Alpinos Franceses foram, em 1889, a primeira força militar a usar uma boina (2}, ( "basca" azul escuro},. No entanto, já em 1835 a Infantaria Carlista (Espanha}, usava uma boina, também de origem basca, mas de cor vermelha.
Durante a I Guerra Mundial a boina militar não conheceu grande expansão; apenas os Caçadores Alpinos Franceses, os seus congéneres polacos e pouco mais, usavam uma boina para cobrir a cabeça.
No inicio da II Guerra Mundial o panorama já era diferente. Os Caçadores das Ardenas (belgas}, usavam uma boina verde, as tripulações dos carros de combate alemães usavam uma preta, os Caçadores Alpinos Franceses mantinham o azul escuro, os voluntários espanhóis da Divisão Azul usavam uma vermelha e mais uma dezena de casos poderiam ser referidos.

A BOINA COMO SÍMBOLO DE ELITE
Todas estas boinas foram (obviamente}, criadas para diferenciar os militares que as usavam, constituindo um artigo de fardamento que lhes estava atribuído, não tendo contudo a carga simbólica, o significado mítico que adquiriu quando, a partir de 29 de Julho de 1942 os pára-quedistas britânicos foram autorizados a usar uma boina "maroon" (3}, vulgarmente conhecida por vermelha embora não o fosse exactamente. A 24 de Outubro do mesmo ano os "comandos" britânicos passam a utilizar uma boina verde, cor esta que após o final da guerra e com a extinção dos "comandos" foi adoptada pelos fuzileiros navais.
A cor "maroon" foi, a partir de 1942, sucessivamente adoptada por forças pára-quedistas de todo o mundo sendo muito raro ver forças não pára-quedistas a usar esta cor de boina. Mais vulgar é o facto de "páras" de alguns países, devido a condicionantes locais terem adoptado outras cores De um modo geral foram os páras a introduzir nos seus países o uso destas novas boinas (pequenas com fitas e "bordo de ataque" em cabedal}, passando a cor escolhida, qualquer que ela fosse, a ser sinónimo de orgulho e prestígio para quem a usava, transmitindo ao mesmo tempo respeito e admiração aos concidadãos desses militares.
As unidades pioneiras no uso da boina como símbolo de elite criaram um "culto da boina" que, positivamente reforçava o espírito de corpo forjado na selecção rigorosa do pessoal, na instrução dura, realista, e num emprego operacional arriscado e com resultados espectaculares.

A GENERALIZAÇÃO
O uso da boina espalhou-se rapidamente a outro tipo de unidades dentro e fora das Ilhas Britânicas. Os requisitos que presidiam à atribuição destas "novas" boinas pouco tinham de comum com os exigidos aos pára-quedistas e comandos britânicos. De certa forma, estas "novas" boinas seguiam a tradição das boinas militares primitivas quanto ao critério de atribuição (como qualquer outro artigo de fardamento}, mas adoptavam o feitio e o aspecto visual das usadas pelas unidades de élite.
Houve e há países onde todas as armas e serviços usam boina, tendo, contudo, as unidades de élite uma cor específica e/ou distintivos de boina próprios.

PORTUGAL
Embora em 1952 tenha sido publicada legislação que previa a eventualidade de poderem ser integradas nas forças aéreas em operações, fazendo ou não organicamente parte delas, unidades de pára-quedistas, só em 1955 foram criadas as Tropas Pára-quedistas.
Com efeito, em 23 de Novembro de 1955. foi publicado o Decreto-Lei nº 40394 que, na dependência do Subsecretário de Estado da Aeronáutica, em ligação com o Ministério do Exército, organizava junto de uma das bases aéreas um centro de formação e treino de caçadores pára-quedistas, integrando as unidades de tropas desta especialidade cuja constituição fosse determinada pelas circunstâncias. Na mesma data o Decreto-Lei n° 40395 regulava a Organização, Recrutamento e Serviço das Tropas Pára-quedistas, criando assim o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas. O artigo 20º deste Decreto-Lei determinou, pela primeira vez em Portugal (4}, , o uso de uma boina como artigo de fardamento. A Boina Verde, destinada a substituir o barrete nº 1 e o barrete de campanha, para os militares especializados em pára-quedismo. Não só se assistia à criação de um novo artigo de fardamento, como se dava expressão legal a um símbolo já conquistado e usado desde 9 de Julho desse ano, por cento e noventa e seis militares portugueses. Com efeito, de 1951 a 1955, 196 oficiais, sargentos e praças foram qualificados pára-quedistas, após cursos em França e Espanha.
Em 9 de Julho de 1955, 188 militares portugueses terminam o chamado "Curso de Espanha" na Escola de Pára-quedismo Militar do país vizinho. Neste dia, e após o último salto do curso, os finalistas receberam os distintivos de pára-quedista militar espanhol ("brevet"}, em cerimónia onde, além de altas individualidades militares espanholas, estavam presentes diversos oficiais generais portugueses, entre os quais o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Foi ainda neste dia, 9 de Julho de 1955, que as primeiras boinas verdes, confeccionadas em Portugal e transportadas para Alcantarilla em avião militar da comitiva portuguesa, foram impostas a todos os militares qualificados pára-quedistas, quer em França quer em Espanha.
Em 14 de Agosto de 1955, o Capitão Armindo Martins Videira recebe o Guião do BCP das mãos do Presidente da República Portuguesa, General Craveiro Lopes, após o que todo o Batalhão desfila pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, envergando a boina verde e criando uma "sensação invulgar de aprumo e atavio, de força e poder" (5}, .
Seria demorado referir agora, exaustivamente, as variadíssimas ocasiões em que os "páras" causaram admiração e espanto, mas também inveja e receios, quando, publicamente, em saltos, desfiles e exercícios demonstraram as suas capacidades, que muito rapidamente se identificavam com a boina verde. Atenda-se ao que o General Piloto-Aviador Edgar Cardoso escreveu, em 1963, no seu livro "Presença da Força Aérea em Angola", e fica-se com uma ideia da reacção das populações perante a actuação dos "páras" no exercício HIMBA, em Angola, em 1959. "Recolhidos os pára-quedas, procedeu-se rapidamente ao reagrupamento da Companhia de Caçadores Pára-quedistas, comandada por um Capitão, que depois desfilou por forma tão notável, pela cadência e ar marcial, que provocou uma calorosa ovação de todos que tiveram o prazer de assistir a esse espectáculo até então inédito em Angola, chegando-se mesmo a ouvir entusiásticos vivas a Portugal."
Desde 1955 a 1960 os "páras" granjearam a fama de militares de elite, não só pelas aparições públicas mas também e muito especialmente porque para ser boina verde era necessário (e é!}, percorrer um longo e duro caminho desde que o jovem candidato se submetia às provas de admissão até que, após o último salto do Curso de Pára-quedismo, passava a usar, por direito próprio, a boina verde.
Apesar de tudo isto, ainda muitos dentro das Forças Armadas Portuguesas punham em causa a validade deste tipo de militares, esgrimindo argumentos diversos que não vem ao caso referir, vindo, no entanto, a situação que se iria viver em África nos anos seguintes a demonstrar, e de que maneira, a validade dos boinas verdes de Portugal.

 

A COR VERDE
Em Portugal, o "verde" foi a cor escolhida para a boina dos "páras". Segundo se julga saber (*}, esta cor foi determinada pelo Ministro da Defesa Nacional (em 1955}, Coronel Santos Costa.
Perante uma proposta dos "fundadores", em que se sugeria a cor "vermelha" ou ("marrom"}, o Senhor Ministro, que tinha por hábito "DAR DESPACHO" com uma caneta de tinta permanente verde, terá escrito mais ou menos isto. "VERMELHO NÃO, QUE SEJA VERDE COMO A TINTA COM QUE ESCREVO ESTE DESPACHO."
Tudo indica que teriam sido razões de ordem ideológica a motivar tal atitude, compreensível numa época em que a cor vermelha estava demasiado conotada com o movimento comunista internacional, inimigo previsível da presença portuguesa em África.
Ao longo destes 48 anos a boina dos pára-quedistas tem sofrido algumas, poucas, ligeiras modificações, tanto ao nível da confecção como dos distintivos As boinas começaram por ser adquiridas a firmas civis, mas, nos finais dos anos 60, foram distribuídas boinas verdes das OGFE (de qualidade duvidosa, diga-se},. Embora a distribuição oficial fosse a das boinas OGFE, muitos "páras" continuaram a adquirir as suas nas firmas da especialidade.
A cor verde da boina (e não só}, foi oficialmente definida através da Portaria nº 20911, de 16NOV64, que criou a cor "Verde Caçador Pára-quedista". Essa cor nem sempre foi respeitada. Com efeito, desde o início que alguns oficiais e sargentos, especialmente ou quase só, os que frequentaram cursos em França, usavam uma boina francesa de cor verde, mas num tom mais claro do que o oficial. Com a chegada das boinas OGFE a situação não melhorou, uma vez que estas debotavam com muita facilidade ficando "acastanhadas" ou "ruças" No período seguinte ao fim da guerra de África, e com os exercícios multinacionais que o CTP incrementou, uma nova "geração", embora mais uma vez se refira que pontual, de boinas verdes apareceu. Além das francesas (Legião, Marinha}, também as belgas (Pára-Comandos}, e mesmo americanas (Special Forces}, apareceram a ser usadas por páras portugueses. Além de constituir uma certa marca de individualismo também com este uso se procurava uma boina de qualidade, para fugir às distribuídas oficialmente. Finalmente, em 1988, começaram a ser distribuídas as novas boinas das OGFE, mas com qualidade significativamente melhor do que as anteriores. Desde 1989/90 boinas com origem na firma "PARAGRUP" estão a ser distribuídas, sendo muito semelhantes às actuais OGFE. Quanto às boinas "importadas" e talvez fruto da melhoria das nacionais, aliadas a directivas rigorosas sobre o seu uso, parecem ter desaparecido.

OS DISTINTIVOS ->
 

ÁFRICA: "BOINAS VERDES" EM COMBATE
Após o exercício HIMBA, em Abril de 1959, os "páras" voltaram a pisar o solo africano em Agosto do mesmo ano quando, na sequência de incidentes ocorridos no porto de Bissau, um pelotão de "páras" para ali foi aerotransportado. Em fins de 1960, um destacamento de cães de guerra do BCP segue para Angola. Em Janeiro e Fevereiro de 1961, dois pelotões de "páras" escalam Cabo Verde (Ilha do Sal}, Bissau e permanecem em S, Tomé até 22 de Fevereiro, como parte de uma operação para deter o paquete "Santa Maria". A partir desta data seguiram para Lourenço Marques onde chegaram a 23 de Fevereiro, a bordo dos "Nord Atlas" da Força Aérea.
Em 15 de Março de 1961, a União das Populações de AngoIa, assalta e queima numerosas povoações e fazendas do Norte de Angola, assassinando indistintamente brancos, negros e mestiços de ambos os sexos e de todas as idades. No dia seguinte, 16MAR61, os pára-quedistas seguem para Angola em aviões da Força Aérea Portuguesa. Não mais os Boinas Verdes abandonariam África até 1975, ano em que os primeiros a chegar quando o terrorismo deflagrou foram os últimos a sair quando a antiga província portuguesa de Angola obteve a independência.
Se os fundadores tinham criado a fama, o mito da Boina Verde, os seus sucessores não só mantiveram como, muitas vezes com o sacrifício da própria vida, dilataram o prestígio até aí alcançado. É necessário rever as fotos do Ministro do Ultramar, alto dignitário do Estado a abraçar veementemente soldados pára-quedistas regressados de uma operação, rostos marcados pelo cansaço, barba de dias, camuflados sujos, mas usando orgulhosamente a boina verde, é necessário rever estas fotografias para perceber o profundo respeito, admiração e gratidão que os "páras" portugueses, granjearam, fruto do seu comportamento em combate.
Terminadas as operações ofensivas contra os guerrilheiros (meados de 1974},. passaram os "páras" a assegurar a evacuação, do interior das províncias de Moçambique e Angola para os portos e aeroportos de partida com destino à Metrópole, de militares e civis, brancos e negros portugueses. Também aqui, em situações extremamente difíceis, que, inclusive, custaram a vida a alguns pára-quedistas, a Boina Verde significou para muitos portugueses a única "tábua de salvação".

ORIENTE: MISSÕES HUMANITÁRIAS
Coube às enfermeiras pára-quedistas "abrir e fechar" a presença dos Boinas Verdes portugueses por terras do Oriente.
Em Dezembro de 1961, enfermeiras pára-quedistas participam na evacuação de civis e militares de Goa para Lisboa, via Karachi, em "Constellation" da TAP. Em Abril de 1962, nova missão de evacuação, desta feita em avião da Union de Transportes Aeriennes, de Goa para Karachi, e daqui para Lisboa em navios da Marinha Mercante nacional.
Em 1975, os pára-quedistas foram chamados a Timor a fim de garantir a segurança e evacuação dos portugueses que ali se encontravam, sendo então criado o Destacamento de Caçadores Pára-quedistas n.o 1 em Dili. Em 1976, sete enfermeiras pára-quedistas dão apoio à evacuação de civis de Timor para Lisboa, via Honolulu e Bali, num "Boeing" da TAP.
Também no Oriente a boina verde significou apoio e segurança a muitos compatriotas, tendo, inclusive, o Comando Militar de quem dependiam, em Agosto de 1975 na província de Timor, solicitado não o envio de  mais forças militares do Continente, mas, especificamente, de mais pára-quedistas (6},.

CONCLUSÃO
A história das Tropas Pára-quedistas é a história da Boina Verde.
Terminada a guerra no ex-UItramar Português, e durante o período difícil de 1975, o símbolo "BOINA VERDE" foi, sem dúvida, um dos elementos de união decisivos para garantir a continuidade das Tropas Pára-quedistas.
Hoje, a boina verde continua a atrair milhares de jovens que, das cidades, vilas e aldeias de Portugal, vêm nela algo que "mexe com eles". Estas novas gerações devem ser conhecedoras do passado glorioso da boina verde, de modo a que o símbolo mais querido das Tropas Pára-quedistas Portuguesas seja devidamente respeitado e honrado, porque hoje como no passado, a inveja, a maldade, a ignorância e quiçá o medo, dão origem a atentados (perfeitamente evitáveis}, que tentam deturpar e diluir o significado profundo da Boina Verde.
Para além dos camaradas que pereceram na instrução, na execução de saltos de treino e nos exercícios de manutenção operacional, cento e trinta e três morreram e setecentos e trinta e dois ficaram feridos, combatendo na antigas Províncias Ultramarinas Portuguesas. A boina, que os primeiros iriam conquistar e que os últimos já usavam, é a mesma que hoje usamos: a Boina Verde.

 

Notas
(1}, TAM-o'-SHANTE: Chapéu (?}, ajustável, de tecido macio, usado pelos Escoceses.
(2}, Gordon Rottman, in Osprey, Elite Series n" 22, Londres. 1989.
(3}, Embora em alguns dicionários "maroon" signifique castanho, a cor "maroon" é, de facto, cremim, muito aproximado do vermelho. Será um "vermelho escuro".
(4}, Com efeito, em 1959, uma "publicação da Força Aérea Portuguesa para os Soldados de Portugal" referia que:
"Para o distinguir do resto das Forças Armadas, só ele (o pára-quedista tem direito a usar a "BOINA VERDE". Onde vires um militar de boina verde estás a ver um militar corajoso e com amor à sua Pátria"
Além disto foi feita análise exaustiva aos uniformes militares portugueses desde o início do séc. XVIII e não se vislumbrou uma única boina até 1955.
(5}, Gen. Kaúlza de Arriaga in "História das Tropas Pára-quedistas Portuguesas" vol. III, BCP 21, CTP.1
(6}, Relatório do Governo de Timor, Presidência do Conselho de Ministros. Lisboa 1981.

 

(*}, A versão aqui descrita foi relatada por diversas personalidades com funções nas Tropas Pára-quedistas. Não foi possível, no entanto, confirmar documentalmente o sucedido.

Bibliografia consultada
- A Mulher nos Céus de Portugal, J. Dinis Ferreira, Lisboa, 1986.
- História das Tropas Pára-quedistas Portuguesas, Lisboa, 1988.
- Osprey, Elite Series, nº 22, Gordon Rottman, Londres, 1989.
- A Legião Estrangeira, Erwan Bergot, Paris, 1972.
- Relatório do Governo de Timor, Presidência do Conselho de Ministros, Lisboa, 1981.


 
            Com base no artigo do Cap SGPQ Miguel Silva Machado
Publicado na Revista "Boina Verde" Nº155
Dezembro 90

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Mandamentos do Pára-quedista


I - O Pára-quedista é um soldado de elite. Procura o combate e treina-se para suportar toda a dureza. Para ele, a luta é a plena manifestação de si próprio.

II - O Pára-quedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos seus Camaradas consegue vencer; e é junto deles, e por eles, que morre.

III - O Pára-quedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, mas os homens actuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.

IV - O Pára-quedista é calmo,prudente, forte e resoluto. O seu valor e entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.

V - O Pára-quedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso tem frente ao inimigo.Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem, nada valem; são fracos e não merecem o nome de Pára-quedistas.

VI - Pára-quedista não se rende.Vencer ou morrer constitui, para ele,ponto de honra.

VII - O Pára-quedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem em bom estado. Por isso,obedece ao lema: "Primeiro, cuidar das armas, só depois, dele próprio':

VIII -  O Pára-quedista conhece a missão e a finalidade de todas as suas operações. se o seu comandante for morto, poderá, ele sozinho, cumprir a sua missão.

IX - O Pára-quedista combate o inimigo com Lealdade nobreza. Mas não tem piedade dos que,não ousando lutar do mesmo modo,se dissimulam no anonimato.

X - O Pára-quedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo todos os recursos. Ágil como uma gazela, duro como aço,quando necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.


Hino do Pára-quedista

Paraquedista

Que andas em terra,

A tua alma encerra

Saudades do ar

 

E na conquista

Beijam-te as moças

Só p`ra que nao ouças

teu peito a vibrar

 

A morte é franca

Já te foi apresentada

ela de ti nao quer nada

Tem amor aos arrojados

 

A asa Branca

Quando a trazes desdobrada

é como a saia rodada

da moça dos teus pecados.

 

E quando em guerra

Mergulhares, fendendo o espaço,

Hás-de dar um grande abraço

Aos anjos que andam no céu

 

E quando em terra

Enfrentares audaz o perigo,

Gritarás ao inimigo:

- Alto aí ! Aqui estou eu


 
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