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Histórial dos Pára-quedistas
“...Que nunca por vencidos se conheçam ....”

A criação das tropas pára-quedistas deve-se ao então ministro de Defesa Nacional, coronel Fernando Santos Costa, que as incluiu na estrutura da Força Aérea durante o processo de formação daquele ramo das Forças Armadas. Esta decisão teve a oposição da chefia do exército, que não via com bons olhos a criação de corpos especiais e, menos ainda, a integração na nova arma aérea das tropas que combatiam em terra como infantaria de assalto apesar de organizadas e preparadas para serem transportadas e lançadas de avião.

A primeira unidade de pára-quedistas das Forças Armadas Portuguesas foi o Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas, oficialmente apresentado em 14 de Agosto de 1955, dia da infantaria, em cerimónia realizada na praça Marquês de Pombal, em Lisboa.

As tropas pára-quedistas são, no essencial, forças de infantaria com capacidade para ser lançadas de pára-quedas. Estão preparadas para combater e sobreviver em terra, mas na organização militar portuguesa surgiram integradas na Força Aérea. Esta integração, a que não estará alheio a personalidade Kaúlza de Arriaga, no tempo subsecretário de estado da aeronáutica, marcou o espírito e a organização das tropas pára-quedistas que constituíram, desde início, um dos corpos de tropas mais bem preparados para o tipo de guerra em que as Forças Armadas Portuguesas estiveram envolvidas em África.

Os páras utilizaram desde a sua criação os uniformes da Força Aérea e embora a sua primeira designação como “caçadores pára-quedistas” e o seu emblema- duas armas cruzadas com um pára-quedas- remetessem para a sua origem de tropas de infantaria, já o decreto que os criou determinava que o barrete número um e o bivaque seriam substituídos pela boina verde. Pela primeira vez na história dos uniformes das forças militares foi autorizado o uso da boina como cobertura da cabeça. A integração dos páras na Força Aérea fez com que as suas unidades estivessem sempre associadas a bases aéreas, das quais os respectivos batalhões recebiam o número. Era a partir dessas bases que eles saíam para o cumprimento das missões, geralmente como forças de intervenção à ordem do comandante-chefe.
 

A 1ª companhia de Caçadores Pára-Quedistas chegou a Luanda a 16 de Março de 1961, na sequência dos acontecimentos do norte de Angola. 
Em pouco tempo viu-se os pára-quedistas a serem recrutados para as outras frentes de combate, ex.: Moçambique- no período de 1964 a 1974, com bases na Beira -Nacala e em Lourenço Marques. 
Todavia os páras tiveram as suas “actividades” em três fases distintas : 1ª - 1955 / 61 - Formação, preparação e acção essencialmente no território da Metrópole; 2ª -1961 / 74 - Instalação e operações em Angola, Guiné e Moçambique; a 3ª após 1974 - Recolha das unidades do Ultramar e reorganização.
 
  As mulheres na guerra
Assim como os homens, também as mulheres estiveram a desempenhar o seu papel como pára-quedistas (só que em terra},. Eram enfermeiras e pára-quedistas em apoio terrestre. A primeira “mulher de armas” foi
Isabel Rilvas Mathias que foi a responsável pela criação de um curso e, posteriormente, de um corpo dessa especialidade, as primeiras mulheres integradas nas forças militares

As enfermeiras dependiam dos comandos das unidades de pára-quedistas em que estavam integradas e realizaram inúmeras acções de apoio e evacuação de feridos nos teatros de operações e em situações de combate. Entre 1961 e 1974 foram “brevetadas” 48 enfermeiras, tendo uma delas morrido na Guiné, ao embarcar para uma missão de evacuação, e outra sido ferida por um projéctil, em Moçambique

 

Mandamentos do Pára-quedista


I - O Pára-quedista é um soldado de elite. Procura o combate e treina-se para suportar toda a dureza. Para ele, a luta é a plena manifestação de si próprio.

II - O Pára-quedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos seus Camaradas consegue vencer; e é junto deles, e por eles, que morre.

III - O Pára-quedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, mas os homens actuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.

IV - O Pára-quedista é calmo,prudente, forte e resoluto. O seu valor e entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.

V - O Pára-quedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso tem frente ao inimigo.Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem, nada valem; são fracos e não merecem o nome de Pára-quedistas.

VI - Pára-quedista não se rende.Vencer ou morrer constitui, para ele,ponto de honra.

VII - O Pára-quedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem em bom estado. Por isso,obedece ao lema: "Primeiro, cuidar das armas, só depois, dele próprio':

VIII -  O Pára-quedista conhece a missão e a finalidade de todas as suas operações. se o seu comandante for morto, poderá, ele sozinho, cumprir a sua missão.

IX - O Pára-quedista combate o inimigo com Lealdade nobreza. Mas não tem piedade dos que,não ousando lutar do mesmo modo,se dissimulam no anonimato.

X - O Pára-quedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo todos os recursos. Ágil como uma gazela, duro como aço,quando necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.


Hino do Pára-quedista

Paraquedista

Que andas em terra,

A tua alma encerra

Saudades do ar

 

E na conquista

Beijam-te as moças

Só p`ra que nao ouças

teu peito a vibrar

 

A morte é franca

Já te foi apresentada

ela de ti nao quer nada

Tem amor aos arrojados

 

A asa Branca

Quando a trazes desdobrada

é como a saia rodada

da moça dos teus pecados.

 

E quando em guerra

Mergulhares, fendendo o espaço,

Hás-de dar um grande abraço

Aos anjos que andam no céu

 

E quando em terra

Enfrentares audaz o perigo,

Gritarás ao inimigo:

- Alto aí ! Aqui estou eu


 
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