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Livro "Olhos de Caçador"

“Olhos de caçador”

Autor: António Brito

Sextante Editora - Lisboa, 2007

Livro: 15.5 X 22.5 cm; 406 páginas

Preço: 17,00 euros (à venda nas livrarias do país)

A história

 

O livro Olhos de Caçador, tem por protagonista um  soldado do exército português chamado Zé Fraga, mobilizado para a guerra colonial em Moçambique. Com um passado de contrabandista e passador de emigrantes na fronteira com Espanha, vivia de expedientes e pequenos golpes, até ao dia em que é preso, alistado e mobilizado compulsivamente. 

Zé Fraga é um rebelde que escarnece da autoridade, da obediência à lei e do respeito pela propriedade alheia. Recusa fazer o serviço militar e viver dentro do seu apertado sistema de regras. Quer continuar a ser um homem livre, sem freio. Mas ao mesmo tempo, sente-se fascinado pela possibilidade de descobrir um mundo de horizontes sem fim, que só a mobilização para África lhe pode proporcionar.

Mulherengo, brigão, malandro, Zé Fraga é um sedutor, fazendo relacionamentos e amizades com facilidade. Tendo vivido do contrabando nas serranias das Beiras, ludibriando a GNR e a Guardia-Civil, esse passado rústico, de regulares confrontos com a autoridade, vai fazer dele o soldado mais adaptado que todos os outros à dureza do mato africano, sendo temido pelo inimigo, e uma referência de coragem e liderança para os soldados da Companhia.


O que diz a crítica

“Olhos de Caçador, é um dos melhores romances testemunho sobre a guerra colonial publicado nos últimos anos. (…) A acção é veloz, o enredo é ficcionado, mas o discurso é cru e preciso, cheio de detalhes realistas”.

(Filipa Melo/Luís Caetano – Programa Câmara Clara, RTP 2)

“Li e fiquei impressionada com o documento; acho que é um documento fortíssimo e, como documento, muito bem escrito. A linguagem é muitíssimo violenta, às vezes quase resvala um pouco para Zola, mas depois agarra bem e volta para trás e não abusa; fica em consonância entre aquilo que quer dizer e a própria linguagem. Está muito bem abraçado, está muitíssimo bem. (…) Foi uma surpresa imensa”.

(Lídia Jorge - Programa Câmara Clara, RTP 2)

O autor 

António Brito nasceu no distrito de Coimbra e é licenciado em Direito. Antigo combatente da Guerra Colonial, aos 18 anos alistou-se nas Tropas Pára-quedistas, sendo mobilizado para Moçambique, onde combateu nalgumas das mais importantes operações militares contra os guerrilheiros nacionalistas. Colaborou em jornais de Moçambique e Portugal, trabalhou em multinacionais, e escreveu guiões para televisão. O romance Olhos de Caçador, embora sendo uma obra de ficção, é baseada nas vivências africanas do autor na guerra de guerrilhas no antigo território português do Índico.

 

Mandamentos do Pára-quedista


I - O Pára-quedista é um soldado de elite. Procura o combate e treina-se para suportar toda a dureza. Para ele, a luta é a plena manifestação de si próprio.

II - O Pára-quedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos seus Camaradas consegue vencer; e é junto deles, e por eles, que morre.

III - O Pára-quedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, mas os homens actuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.

IV - O Pára-quedista é calmo,prudente, forte e resoluto. O seu valor e entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.

V - O Pára-quedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso tem frente ao inimigo.Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem, nada valem; são fracos e não merecem o nome de Pára-quedistas.

VI - Pára-quedista não se rende.Vencer ou morrer constitui, para ele,ponto de honra.

VII - O Pára-quedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem em bom estado. Por isso,obedece ao lema: "Primeiro, cuidar das armas, só depois, dele próprio':

VIII -  O Pára-quedista conhece a missão e a finalidade de todas as suas operações. se o seu comandante for morto, poderá, ele sozinho, cumprir a sua missão.

IX - O Pára-quedista combate o inimigo com Lealdade nobreza. Mas não tem piedade dos que,não ousando lutar do mesmo modo,se dissimulam no anonimato.

X - O Pára-quedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo todos os recursos. Ágil como uma gazela, duro como aço,quando necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.


Hino do Pára-quedista

Paraquedista

Que andas em terra,

A tua alma encerra

Saudades do ar

 

E na conquista

Beijam-te as moças

Só p`ra que nao ouças

teu peito a vibrar

 

A morte é franca

Já te foi apresentada

ela de ti nao quer nada

Tem amor aos arrojados

 

A asa Branca

Quando a trazes desdobrada

é como a saia rodada

da moça dos teus pecados.

 

E quando em guerra

Mergulhares, fendendo o espaço,

Hás-de dar um grande abraço

Aos anjos que andam no céu

 

E quando em terra

Enfrentares audaz o perigo,

Gritarás ao inimigo:

- Alto aí ! Aqui estou eu


 
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